
O
maior inimigo do homem
O
câncer de próstata é o tumor mais frequente no homem e um dos principais em
mortalidade. No Brasil, a doença é a segunda mais comum dentre os cânceres
(atrás apenas do câncer de pele não- melanoma). É o sexto tipo mais frequente
no mundo, representando cerca de 10% do total de cânceres. O INCA ( Instituto
Nacional do Câncer) estima 69 mil novos casos da doença no Brasil em 2014. Esta
realidade só irá mudar quando o preconceito, ceder lugar ao constante
acompanhamento, para que a doença seja descoberta no inicio e tenha mais chance
de cura.
O
câncer de próstata tem evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam
nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento
benigno da próstata ( dificuldade de urinar, redução do jato urinário,
necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou á noite). Na fase avançada,
pode provocar dor óssea, sintomas urinários, infecção generalizada,
insuficiência renal e óbito.
A
prevenção é o melhor remédio. Os exames devem ser realizados a partir dos 50 anos
para qualquer homem e, a partir dos 45 anos, para aqueles que possuem fatores
de risco que são homens negros e aqueles com histórico em parentes de primeiro
grau ( pai ou irmãos). Os exames de prevenção detectam até 95% dos casos.
Segundo o urologista, Dr. Fernando Augusto Leone, o principal fator de risco é
a idade. Cerca de 65% dos casos são identificados após 65 anos sendo apenas
0,1% diagnosticados antes dos 50.
O
medo da disfunção erétil muitas vezes impede que o homem faça o exame na idade
certa e/ou quando ocorre algum sintoma. Segundo Dr. Fernando, é comum que
ocorra uma maior dificuldade para iniciar a ereção, geralmente, após
tratamentos cirúrgicos, mas não é regra acontecer em todos os casos da doença.
“As taxas de impotência após cirurgia estão relacionadas com a idade do
paciente, a função erétil antes da cirurgia e a possibilidade de prevenção dos
feixes neurovasculares”- ressalta Dr. Fernando. Ainda segundo o especialista,
após a cirurgia, são prescritos medicamentos para o retorno mais precoce da
ereção e satisfação sexual. Se necessários, pode- se optar pelo uso de próteses
penianas.
O
brasileiro ainda precisa acabar com o preconceito em relação a prevenção do
câncer de próstata. “Principalmente em relação ao toque retal, que quando realizado
precocemente pode salvar vidas”- finaliza o médico.
Referência:
Dr. Fernando Augusto Leone (CRM 43825) Cirurgião Geral. Urologista Membro Aspirante do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Membro da Sociedade Brasileira de Urologia, Membro da Associação Européia de Urologia, Cirurgião no Hospital Pace de Belo Horizonte.
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