sábado, 15 de novembro de 2014

Tratamento do Câncer de Próstata

Deve ser individualizado para cada paciente levando-se em conta a idade, o estadiamento do tumor, o grau histológico, o tamanho da próstata, as comorbidades, a expectativa de vida, os anseios do paciente e os recursos técnicos disponíveis.
Dentre os tratamentos, incluem: cirurgia radical, radioterapia e observação vigilante. Vamos entender cada um deles.


Observação vigilante

É uma opção frente à doença localizada, porém deve ser empregadas apenas em pacientes acima de 75 anos, com expectativa de vida limitada e tumores de baixo grau histológico.


Tipos de Prostatectomia Radical
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  •            Prostatectomia Radical Retropúbica

Esta é a cirurgia realizada pela maioria dos cirurgiões. Este procedimento é feito com anestesia geral, anestesia raquidiana ou peridural com sedação.
Nesta técnica, o cirurgião faz uma incisão na pele na parte inferior do abdome, do umbigo até o osso púbico. Se existe uma chance razoável, baseado nos resultados do PSA, toque retal e da biópsia, o cirurgião remove os linfonodos localizados em torno da próstata.
O cirurgião prestará especial atenção para os dois feixes de nervos minúsculos que correm a cada lado da próstata, e que controlam as ereções. Mas, se o tumor se desenvolveu dentro ou muito perto desses nervos, o cirurgião terá que removê-los. Se ambos são removidos, o paciente se torna impotente, o que significa que vai precisar de ajuda (como medicamentos ou bombas) para ter ereções. Caso seja necessária a remoção desses nervos em apenas um dos lados, ainda haverá chances de o paciente ter ereções. Se os nervos não foram afetados pela doença serão poupados, e dentro de alguns meses a um ano após a cirurgia o paciente voltará a ter ereção. 
Após a cirurgia, é mantido um cateter no pênis, durante 1 ou 2 semanas, para drenar a bexiga. Quando o cateter é retirado, o paciente volta a urinar normalmente.


  •          Prostatectomia Radical Perineal


Nesta cirurgia, o cirurgião faz a incisão na pele entre o ânus e o escroto (períneo). Esta abordagem é usada com menos frequência, porque não há como poupar os nervos, e os gânglios linfáticos não poderá ser removido.
No fim do ato cirúrgico um cateter é inserido no pênis para ajudar a drenar a bexiga. O cateter geralmente permanece no local por 1 a 2 semanas, e após a remoção do mesmo o paciente volta a urinar normalmente.


Prostata
Tipos de Prostatectomia Radical por Laparoscopia

  •  Prostatectomia Radical por Laparoscopia

Na prostatectomia radical por laparoscopia, se utilizam várias incisões pequenas, por onde são inseridos instrumentos especiais para remover a próstata. Um dos instrumentos tem uma pequena câmara de vídeo na extremidade, que permite a visualização interna do abdome.
A prostatectomia por laparoscopia tem algumas vantagens sobre a prostatectomia radical aberta, incluindo menor perda de sangue e dor, menor tempo de internação, e menor tempo de recuperação, embora seja igualmente necessário o uso do cateter.          



  • Prostatectomia Radical por Laparoscopia Assistida por Robótica

A cirurgia laparoscópica remota utiliza uma interface robótica (sistema da Vinci), que é conhecida como prostatectomia radical laparoscópica assistida por robótica. O procedimento é controlado a partir de uma  mesa de operações, onde o cirurgião controla os braços robóticos para realizar a cirurgia, através de pequenas incisões no abdome do paciente.
Essa técnica tem algumas vantagens sobre a prostatectomia radical por laparoscopia, em termos de dor, perda de sangue e tempo de recuperação. Existe pouca diferença entre a proctectomia robótica e direta para o paciente.



Riscos Cirúrgicos


Os riscos em qualquer tipo de prostatectomia radical são muito parecidos, assim como os de qualquer cirurgia de grande porte, incluindo os riscos anestésicos. Entre os mais importantes temos: pequeno risco de infarto, de derrame e de trombose em pernas que podem-se soltar e ir parar nos pulmões provocando embolia pulmonar, assim como infecção no local da incisão. 


Radioterapia

A radioterapia pode ser dividida em externa e intersticial (braquiterapia). A radioterapia externa (RXT) é uma ótima opção para o tratamento da doença localizada. Também pode ser indicada para pacientes que tenham contra-indicação à cirurgia. A dose de RXT mínima sobre a próstata deve ser de 72 Cy, respeitando-se a tolerância dos tecidos normais adjacentes. Apresenta como possíveis complicações: alterações gastrointestinais e cistite actínica. A braquiterapia intersticial permanente com sementes radioativas está indicada isoladamente aos pacientes com bom prognóstico (T1-T2a, PSA < 10 ng/ml, Gleason < 7) ou complementar à RXT externa para casos de pior prognóstico. Deve ser evitada nos casos de tumores volumosos ou submetidos previamente à ressecção prostática transuretral ou à prostatectomia convencional e em próstatas menores que 20 g. A braquiterapia intersticial de alta taxa de dose, em combinação com a RXT de megavoltagem também pode ser utilizada no tratamento de tumores localizados. Suas possíveis complicações são: Incontinência urinária, disfunção erétil e estenose de uretra ou colovesical.


Tratamento quimioterápico

A partir do momento que o câncer de próstata se dissemina a outras partes do corpo com metástases, o principal tratamento inicial é com a manipulação hormonal que tem como objetivo diminuir os níveis de testosterona que serve como alimento ao tumor. Essa manipulação hormonal pode ser realizada inicialmente com a administração de medicamentos hormonais ou a realização de cirurgia nos testículos. Esse tratamento normalmente apresenta um grau elevado de eficácia e um longo tempo de duração. Quando ocorre progressão do tumor mesmo na vigência destes tratamentos de manipulação hormonal, há a necessidade de se administrar outros medicamentos. Esses compreendem novos medicamentos de manipulação hormonal e quimioterapia. Nos casos onde ocorre dor acentuada em algum osso, há a possibilidade de realizar radioterapia neste local com o intuito de reduzir a dor. Novos medicamentos vêm sendo ativamente estudados para o tratamento do câncer de próstata. Esses tratamentos visam atacar o câncer de próstata através de diferentes mecanismos, tais como: manipulação hormonal, quimioterapia, terapia-alvo dirigida (que se fundamentam no bloqueio do alvo-molecular celular, a fim de destruir a célula tumoral), medicina nuclear e vacinas. A abiraterona e a enzalutamida são os principais novos medicamentos aprovados que visam bloquear a produção ou ação da testosterona em pacientes que falharam a tratamentos de manipulação hormonal e quimioterapias prévias. O cabazitaxel é um novo quimioterápico recentemente aprovado para o tratamento de pacientes que falharam com o quimioterápico docetaxel. Novos medicamentos potenciais são o alpharadin (também conhecido como Rádio-223), que é um isótomo radioativo que ataca as lesões metastáticas nos ossos; o cabozantinibe, que ataca proteínas nas células tumorais (VEGFR-2 e cMET) responsáveis pela agressividade do tumor; e as vacinas, que visam a melhorar a resposta do sistema imunológico dos pacientes contra o tumor.

Referências:


FERRIGNO, Dr. R. Próstata. Disponível em: < http://www.oncoantonioermirio.org.br/sobre-cancer/tipos-de-cancer/cancer-prostata/>

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cancer_da_prostata.pdf>


Equipe oncoguia. Tratamento cirúrgico do câncer de próstata. Disponível em: < http://www.oncoguia.org.br/conteudo/tratamento-cirurgico-do-cancer-de-prostata/1207/290/>

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