terça-feira, 11 de novembro de 2014

Desenvolvimento do câncer de prostata

      Como qualquer outra forma de câncer, o câncer de próstata (CaP) tem início quando ocorre, por algum motivo, uma mutação em determinados genes de suas células. Essa mutação provoca à divisão celular intensa das células que a contém, de forma que uma parte do órgão irá “crescer” com rapidez, originando um tumor. Ainda não se compreende perfeitamente como ocorre a mutação (uma vez que existe um rígido sistema de controle para que nenhuma mutação ocorra), mas fatores como exposição à radiações ou substâncias tóxicas, presença de radicais livres, e predisposição hereditária podem contribuir para o processo.
      O CaP é o segundo mais comum no Brasil no sexo masculino (perdendo apenas para o câncer de pele não-melanoma), e o sexto tipo mais comum no mundo, tendo maior incidência nos países desenvolvidos. É típico da terceira idade, já que a maioria dos casos são detectados após os 65 anos.
      Uma pequena parte dos tumores cresce de maneira rápida, agressiva. A maior parte tem desenvolvimento lento, levando vários anos para poder ser detectado. Há casos em que o paciente portou a doença sem esta ter se manifestado e veio a falecer por outras causas.
     É comum após os 40 anos de idade, a próstata apresentar um pequeno aumento de tamanho, que não implica na presença ou na possibilidade de que no futuro o homem desenvolverá CaP. Este aumento é conhecido como hiperplasia prostática benigna (HPB), e pode causar dificuldades para urinar. Porém, qualquer aumento da próstata, ainda que benigno, merece certa atenção, pois, como dito anteriormente o CaP tem evolução muito lenta (leva em média 15 anos para crescer 1cm).
      A próstata, pequeno órgão com a forma aproximada de uma maçã, composto por lobos, se localiza logo abaixo da bexiga e em frente ao reto; sua principal função é produzir parte do líquido seminal, por meio de glândulas anexas a ela. São alterações nas células dessas glândulas que causam o tipo mais comum de CaP, os adenocarcinomas da próstata. Há várias formas de classificar o estadiamento da doença, que levam em conta a localização e a extensão do tumor. Conhecer o estadiamento é fundamental para a escolha da terapia correta e se ter um prognóstico mais seguro.

      A detecção costuma ser feita por exames laboratoriais, sendo o principal marador o do antígeno específico da próstata (PSA). O exame por toque retal é de importância por auxiliar na detecção de pequenas massas anormais na próstata; é recomendável que seja realizado após os 40 anos de idade devido ao crescimento, às vezes benigno, da próstata, mas que pode mascarar um tumor.

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