sábado, 1 de novembro de 2014

O que são Medicamentos Essenciais?

     Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), medicamentos essenciais são aqueles que servem para satisfazer às necessidades de atenção à saúde da maioria da população. São selecionados de acordo com a sua relevância na saúde pública, evidência sobre a eficácia e a segurança e os estudos comparativos de custo efetividade. Devem estar disponíveis em todo momento, nas quantidades adequadas, nas formas farmacêuticas requeridas e a preços que os indivíduos e a comunidade possam pagar. 

      A Rename (Relação Nacional de Medicamentos) é uma lista realizada pelo Estado, ou Município que cita os medicamentos que são mais procurados pela população e que são considerados essenciais. Este ato garante a melhoria da qualidade de atenção à saúde, uma eficácia maior na gestão de medicamentos e prescrições médicas com maior qualidade. Diminui também o risco de agravos na farmacoterapia, já que esses medicamentos distribuídos nas redes de saúde são mais seguros e eficazes.
       Essa seleção facilita a escolha do medicamento para o tratamento, já que há estudos científicos para testar eficiência e eficácia, reações adversas, toxicidade, melhor modo de uso e outros fatores importantes para a prescrição ao usuário.
Na década de 90, a falta de acesso aos medicamentos, o aumento da demanda, a falta de lista atualizada, a assistência farmacêutica desarticulada e o abastecimento de locais de dispensação irregular, foram os gatilhos para a formulação da Política Nacional de Medicamentos (PNM) pela portaria MS/GM nº. 3916, de 30 de outubro de 1998, que tem como objetivo garantir o acesso aos medicamentos essências.
Independente se o medicamento tem um custo alto ou não, se for de uso geral, será incluído na relação. São incluídos medicamentos de uso ambulatorial e hospitalar.
      É feita revisões da relação de medicamentos de acordo com a OMS, em termos de periodicidade e na incorporação do paradigma da medicina baseada em evidencias. A atualização é feita pela Comissão Técnica e Multidisciplinar de Atualização da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Comare), com representantes da MS (Ministério da Saúde), Universidades, profissionais e gestores do Sistema Único de Saúde e a sociedade civil organizada.
      As revisões buscam apresentar transparência nas decisões e principalmente garantir que a sociedade participe dando opiniões. É possível que qualquer pessoa, física ou jurídica possa intervir na relação e até propor mudanças seguindo um argumento sólido.

      Você pode encontrar a Relação Municipal de Medicamentos Essenciais do município de São Paulo no site da prefeitura http://ww2.prefeitura.sp.gov.br//arquivos/secretarias/saude/ass_farmaceutica/0004/remune2004.pdf. O link irá te direcionar direto à lista.

      Como moramos na cidade de Presidente Prudente, segue abaixo a lista do município:


      Abrirá uma página como esta:


      Agora é só descer a página.
      
      Você pode encontrar a Rename atualizada no site http://www.sinfaerj.org.br/Arquivos /livro_rename_out_2013.pdf

      Lembrando que essa Relação de Medicamentos deve ser disponibilizada para a população, então procure o site da secretária municipal de saúde do seu município e fique por dentro.



Referências Bibliográficas

Secretária Municipal de Saúde de Presidente Prudente. Disponível em: <http://www.saudepp.sp.gov.br/farmacia/default.asp>

Secretária Municipal da Saúde de São Paulo. Relação Municipal de Medicamentos. Disponível em: <http://ww2.prefeitura.sp.gov.br//arquivos/secretarias/saude/ass _farmaceutica/0004/remune2004.pdf>

Ministério da Saúde. Relação Nacional de Medicamentos. Disponível em: <http://www.sinfaerj.org.br/Arquivos/livro_rename_out_2013.pdf>

PEPE, V. L. E.. A Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename): a seleção de medicamentos no Brasil. Disponível em :<http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/judicializacao/pdfs/514.pdf> 

Instituto Salus. Importância dos Medicamentos Essenciais na Saúde Pública. Disponível em: <http://www.institutosalus.com/noticias/uso-racional-de-medicamentos/importancia-dos-medicamentos-essenciais-na-saude-publica> 


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Umidade Relativa do Ar

     A falta de chuva tem causado preocupação em boa parte do Brasil neste ano de 2014.        Muitos reservatórios estão quase vazios devido a estiagem, e se a situação persistir, a população de várias cidades corre o risco de ficar sem água. Uma ironia tratando-se de Brasil, um dos países com a maior disponibilidade de água doce no mundo.
     Água sempre foi um fator indispensável para estabelecimento das populações humanas.      Quase todas as grandes civilizações da Antiguidade floresceram às margens de rios: o Nilo no Egito, o Jordão na Palestina, o Tigre e o Eufrates na Mesopotâmia, o Ganges na Índia, o Rio Amarelo na China, o Reno na Germânia, o Tibre em Roma...para citar apenas alguns.
Mas a água não é importante apenas por seu caráter de item primordial ao consumo humano e para seus rebanhos e pastagens. A água em seu estado gasoso também é um fator determinante na qualidade de vida. Se a umidade relativa do ar estiver fora dos padrões aceitáveis, a possibilidade de agravos à saúde aumenta. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece acima de 60% como sendo o ideal de umidade. Valores muito altos, próximos a 100% também são prejudiciais, portanto o aceitável é que a umidade permaneça em uma faixa entre 60 a 80%.
     Mas, o que é exatamente a umidade relativa do ar? Trata-se da quantidade de vapor d’água existente na atmosfera. Seu valor é expresso em relação ao ponto de saturação (a quantidade máxima de água que pode evaporar) podendo ser expressa em de maneira absoluta (em g/m3) ou relativa (em porcentagem). Quando se diz que a umidade do ar está a 75%, significa que 75% da capacidade de um volume predeterminado de ar reter vapor de água foi atingido.
     A umidade do ar pode ser determinada por dois aparelhos: o psicrômetro (que calcula a taxa de evaporação da água) e o higrômetro (que mede a quantidade de água no ar). Os fatores envolvidos na variação da umidade do ar são a temperatura, proximidade a corpos de água (rios, lagos, mares, represas), cobertura vegetal, edificações, altitude, entre outros.
     A baixa umidade afeta diretamente as condições de vários sistemas do organismo. Os problemas mais evidentes se dão no aparelho respiratório. O ressecamento da mucosa do nariz é bastante comum. Quando isso ocorre, as partículas em suspensão no ar não são filtradas eficientemente, prosseguindo dessa forma para dentro do aparelho respiratório, o que pode causar mais complicações. Assim, pode surgir a rinite (inflamação da mucosa do nariz) e mesmo faringites e pequenos sangramentos pelo nariz.
     Os olhos também estão sujeitos ao ressecamento, que além do desconforto, pode em casos extremos expor a córnea a maior risco de lesões. A pele de mãos, pés e cotovelos são especialmente suscetíveis ao ressecamento. Além disso, a baixa umidade contribui para a elevação da quantidade de partículas em suspensão no ar, causando sérios quadros alérgicos e complicando a situação de pacientes com asma.
     O uso de vaporizadores é uma medida para melhorar a qualidade do ar nos ambientes, mas medidas artesanais, como baldes com água e toalhas molhadas espalhados pela casa tem efeito equivalente. O uso de soro fisiológico nos olhos e narinas ajuda a prevenir incômodos devido o ressecamento. Devem-se evitar exercícios físicos durante as horas mais quentes do dia e sempre que possível evitar aglomerações em ambientes fechados. E sempre consumir bastante líquido; a alta temperatura e a baixa umidade podem levar à desidratação com muita facilidade.


FONTES

http://www.brasilescola.com/geografia/umidade-ar.htm 

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2014/09/09/baixa-umidade-do-ar-deixa-sao-paulo-em-estado-de-atencao.htm 

http://www.cgesp.org/v3/umidade-relativa-do-ar.jsp 

http://sbdpi.org.br/video-entrevista-cuidados-com-a-baixa-umidade/