sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Diagnóstico, tratamento e Auto exame.


Diagnóstico

O câncer é uma patologia com localizações e aspectos clínico-patológicos múltiplos e não possui sintomas ou sinais patognomônicos, podendo ser detectado em vários estágios de evolução histopatológica e clínica. Destes fatos resulta, em grande parte, a dificuldade do seu diagnóstico e a afirmativa de que a suspeita de câncer pode surgir diante dos sintomas os mais variados possíveis.
O paciente, ao procurar um médico, não sabe ainda a natureza da sua doença e, assim, não procura diretamente um especialista. Setenta por cento dos diagnósticos de câncer são feitos por médicos não-cancerologistas, o que evidencia a importância destes profissionais no controle da doença.

O médico chega a uma suposição diagnóstica através de várias etapas, durante as quais deve proceder a uma análise cuidadosa, com base principalmente em seu conhecimento do caso e da patologia, olhando sempre o paciente como um todo, não se restringindo ao sistema-alvo da sua especialidade. Neste processo, toma diversas decisões, cujo acerto ou erro repercute sobre a sobrevida do paciente e/ou sua qualidade de vida. No Brasil, muito ainda tem de ser feito para que os médicos assumam a responsabilidade que lhes cabe quanto à prevenção e ao controle do câncer. A adequação das condutas diagnósticas e terapêuticas, e a agilidade no encaminhamento do caso constituem o âmago do exercício efetivo de tal responsabilidade.

Como as mulheres podem perceber a doença?

O câncer de mama pode ser percebido como um caroço (nódulo), geralmente indolores duros e irregulares têm mais chance de ser malignos, mas há tumores que são macios e arredondados. Portanto, é importante ir ao médico. A pele da mama pode ficar vermelha ou parecida com casca de laranja, surgirem alterações no bico do peito (mamilo) ou saída espontânea de líquido de um dos mamilos. Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou na região embaixo dos braços (axilas)




Inchaço em parte do seio;




Irritação da pele ou aparecimento de irregularidades, como covinhas ou franzidos, ou que fazem a pele se assemelhar à casca de uma laranja;

Dor no mamilo ou inversão do mamilo (para dentro);


Vermelhidão ou descamação do mamilo ou pele da mama;



Saída de secreção (que não leite) pelo mamilo;




 Caroço nas axilas;












































































O que é Mamografia?

 É a radiografia das mamas, realizada por um equipamento de Raios X chamado mamógrafo. Para gerar a imagem, é feita uma compressão das mamas. O exame é capaz de mostrar alterações suspeitas antes mesmo de o tumor ser palpável.


A mamografia identifica alterações suspeitas, mas a confirmação do câncer de mama é feita pelo exame histopatológico, que analisa no laboratório uma pequena parte retirada da lesão (biópsia).

Opções de Tratamentos:

O tratamento varia de acordo com o tipo e estágio do tumor. Assim, a definição terapêutica é determinada caso a caso. Vale lembrar, que quando mais cedo for descoberta a doença, maiores serão as suas chances de cura. No entanto, hoje é possível sim viver bem mesmo com a doença metastática.
OS TRATAMENTOS SÃO CLASSIFICADOS EM TERAPIA LOCAL E TERAPIA SISTÊMICA:


Terapia local

Cirurgia e radioterapia visam tratar o tumor no local, sem afetar o resto do organismo.

Cirurgia
é a modalidade de tratamento mais antiga e, quando o tumor encontra-se em estágio inicial e em condições favoráveis para a retirada, a mais efetiva.

Radioterapia
utiliza a radiação ionizante. É muito utilizada para tumores localizados, para os quais não há necessidade de retirada de grande parte da mama ou para tumores que não podem ser retirados totalmente por cirurgia, ou quando se quer diminuir o risco de que o câncer volte a crescer.

Terapia sistêmica

São medicamentos administrados por via oral ou diretamente na corrente sanguínea, para atingir as células cancerosas em qualquer parte do corpo. A quimioterapia, a terapia hormonal e a terapia-alvo são exemplos de terapias sistêmicas.

 

Quimioterapia

Tratamento que utiliza medicamentos, orais ou intravenosos, com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes.

 

Terapia Hormonal

Tem como objetivo impedir a ação dos hormônios que fazem as células cancerígenas crescerem. Age bloqueando ou suprimindo os efeitos do hormônio sobre o órgão afetado.

 

Terapia-alvo (anticorpos monoclonais)

Denomina-se de terapias-alvo drogas anti-cancerígenas relativamente novas e que têm como alvo uma determinada proteína ou mecanismo de divisão celular apenas (ou preferencialmente) presente nas células tumorais.

 



Auto exame:

Durante muito tempo, as campanhas de conscientização para o câncer de mama divulgaram a idéia de que o autoexame das mamas, baseado na palpação, era a melhor forma para detectá-lo precocemente. Mas o tempo passou, a medicina evoluiu e as recomendações mudaram.
O autoexame continua sendo importante – mas de forma secundária. Ele é essencial para que a mulher conheça seu corpo, em especial sua mama, e possa perceber qualquer alteração. O autoexame pode ser feito visualmente e por meio da palpação, uma vez por mês, após o final da menstruação. Para as mulheres que não menstruam mais, o ideal é definir uma data e fazê-lo uma vez ao mês, sempre no mesmo dia. Entretanto, ele não substitui a importância do exame clínico feito por um profissional da saúde por meio da palpação e, menos ainda, a mamografia.
É fundamental que, além do autoexame, todas as mulheres acima dos 40 anos façam seus exames de rotina, entre eles a mamografia. Só ela pode detectar precocemente um nódulo pequeno e aumentar muito as chances de cura.



PASSO A PASSO
1 – Em frente a um espelho, observe cada uma das mamas, atentando para qualquer alteração no formato, aspecto, irregularidades no contorno, aumento de volume, retrações da pele, vermelhidão ou edema.

2- Coloque o braço direito por trás da cabeça. Com a mão esquerda, usando as pontas dos dedos indicador, médio e anelar, tente sentir nódulos na mama direita. Aperte com firmeza suficiente para perceber a textura da mama.

3 – Realize o exame palpando desta maneira a partir da lateral externa da mama, seguindo um padrão “de cima para baixo”: comece no alto da mama, palpe descendo verticalmente, volte para o topo, continue palpando de cima para baixo. Faça isso por toda a extensão da mama.

4 – Verifique se há corrimento ou vazamento de líquido dos mamilos.

5 – Palpe a região axilar à procura de nódulos ou ínguas.

Repita o procedimento para a mama esquerda, invertendo a posição dos braços: coloque o braço esquerdo por trás da cabeça e use os dedos da mão direita para examinar.



Fontes:
1. National Comprehensive Cancer Network (NCCN) Clinical Practice Guidelines for Breast Cancer Screening and Diagnostic. Versão 1.2014. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível em
www.nccn.org

2. National Cancer Institute (NCI) Publication P017: What you need to know about breast câncer. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível em https://pubs.cancer.gov/ncipl/detail.aspx?prodid=P017
Controle do câncer de mama. Consultado em 07 de outubro de 2014. Disponível em http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/acoes_programas
/site/home/nobrasil/programa_controle_cancer_mama/
tratamento


National Comprehensive Cancer Network (NCCN) Guidelines for Patients: Breast Cancer. Versão 1.2014. Consultado em 07 de outubro de 2014. Disponível em www.nccn.org.patients
National Cancer Institute (NCI) Publication P017: What you need to know about breast câncer. Consultado em 07 de outubro de 2014. Disponível em https://pubs.cancer.gov/ncipl/detail.aspx?prodid=P017

Treatment Option Overview. National Cancer Institute (NCI). Consultado em 07 de outubro de 2014. Disponível em
http://www.cancer.gov/cancertopics/pdq/treatment/breast/
Patient/page5


BICKLEY L.S. Bates: propedêutica médica. 10ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2010.




quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Desenvolvimento do Câncer de mama.

Ainda que seja um assunto consideravelmente complexo, procuramos abordar o desenvolvimento do câncer de mama de uma maneira abrangente e sucinta, de maneira que todos, profissionais de saúde ou leigos, tenham uma compreensão adequada do tema.


INÍCIO DO CÂNCER

Praticamente todos os tipos de câncer, seja qual for sua localização, surgem de maneira aproximadamente semelhante. Em todos, ou talvez quase todos os casos, uma mutação ou uma ativação anormal de genes faz com que uma célula normal, sadia, se transforme em célula cancerosa. Denominam-se oncogenes os genes anormais, passíveis de levar uma célula a se transformar em célula cancerosa. Porém, existem também antioncogenes, genes responsáveis por suprimir a atividade de oncogenes específicos. Vê-se assim, que ainda que um gene por algum motivo sofra mutação e se transforme em um oncogene, há um mecanismo natural de defesa para impedir que isso ocorra.

A formação ou presença de oncogenes, ou a perda ou inativação de antioncogenes, pode deflagrar o início de um câncer. Ainda assim, a questão não é tão simples. Células que sofreram mutações tem menor sobrevivência no organismo. E tais células, por possuírem genes anormais, formam conseqüentemente proteínas anormais; tais proteínas anormais são detectadas pelo sistema imune, que passa a destruir as células mutantes. Assim, percebe-se que é necessário uma combinação de fatores para que ocorra o surgimento e estabelecimento de um câncer. 

Mas quais fatores podem contribuir para que uma célula sadia, contendo genes normais, se torne uma célula cancerosa? Alguns dos fatores que podem aumentar a probabilidade de mutações genéticas (os chamados de fatores mutagênicos) são:
·         

       Exposição a radiações, como radiação ionizante, raios X, raios gama e até mesmo luz ultravioleta (UV);
·         Contato com certas substâncias químicas (ditas substâncias carcinogênicas), como, por exemplo, a anilina ou o asbesto;
·         Irritantes físicos
·         Fatores hereditários, uma vez que a maioria dos cânceres necessita de mais de um oncogene para seu surgimento; assim, uma pessoa com uma combinação de oncogenes pode transmitir essa combinação aos seus descendentes;
·      

          Certos tipos de vírus, pelo menos em animais de laboratório, provaram poder causar alguns tipos de câncer, uma vez que tais vírus tem a capacidade de agir alterando o DNA da célula hospedeira.
Uma vez que, devido a uma combinação de fatores e condições favoráveis, uma célula portando genes anormais consegue driblar os mecanismos de defesa, há uma grande chance de se desenvolver um câncer. Se houver disponibilidade de oxigênio e nutrientes, a célula mutante poderá apresentar a principal característica das células cancerosas: crescimento desmedido. Células cancerosas crescem sem respeitar os limites. E, quando estas células se dividem (e elas o fazem de maneira contínua), geram novas células com as mesmas características, que gerarão novas células, promovendo assim o desenvolvimento do tumor. Ainda que a disponibilidade de oxigênio e nutrientes seja limitada, células cancerígenas produzem fatores angiogênicos, que promovem o crescimento de vasos sanguíneos para suprir as necessidades do tumor em crescimento. Alem disso, as células cancerígenas se aderem pouco umas às outras. Dessa maneira, elas têm a tendência de “vagar” pelos tecidos, entrar na corrente sanguínea e se estabelecer em um local por vezes distante daquele onde se originou. Isso provoca as metástases (focos de crescimento canceroso em diferentes regiões do corpo; é o que popularmente se diz que “o câncer espalhou-se pelo corpo”).

ANATOMIA DA MAMA

Para compreender o desenvolvimento e os tipos de câncer que acometem a mama, faz-se necessário um breve resumo da sua anatomia.
A mama é constituída basicamente pelo tecido glandular, responsável pela produção de leite, que é direcionado ao exterior, aos mamilos, por uma série de ductos; é sustentada internamente por tecido conjuntivo fibroso e circundada por tecido adiposo. A mama é sensível aos hormônios, e se modifica de acordo com o ciclo menstrual e a idade. Além disso, tanto o mamilo quanto a aréola possuem também musculatura lisa e ricamente inervados. As glândulas são reunidas em estruturas chamadas lóbulos, e os lóbulos se organizam em lobos. Cada mama tem de 15 a 20 lobos.
Há ainda uma série de vasos linfáticos principalmente nas laterais da mama, que drenam para as axilas.
As glândulas são reunidas em estruturas chamadas lóbulos, e os lóbulos se organizam em lobos. Cada mama tem de 15 a 20 lobos.
Vale lembrar que, salvo as devidas diferenças sexuais, a anatomia da mama é praticamente a mesma em mulheres e homens. Nas mulheres, entretanto, devido a influência hormonal, há um grande desenvolvimento do tecido glandular e maior concentração de tecido adiposo. No homem, porém, embora exista tecido glandular, este é extremamente reduzido e, claro, afuncional.

Fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/arquivosold/saude-nutricao/116/imagens/i364218.jpg/http://www.protesedesiliconementor.com.br/arquivos/mamoplastia/2012/9/6_66_mamoplastia_g.jpg

CÂNCER DE MAMA

O câncer de mama pode se desenvolver tanto nas glândulas quanto nos ductos. Basta que alguma célula desses tecidos sofra processo de mutação, como explicado anteriormente. Assim, conforme o tecido em que o tumor se desenvolve, temos os diferentes tipos de câncer de mama, descritos a seguir.

Formas não-invasivas:
  • Neoplasia ductal intraepitelial (Carcinoma in situ) – DIN
  • Neoplasia lobular intraepitelial – LIN
Formas invasivas:
  •  Carcinoma ductal
  •   Carcinoma lobular
Ressonância Magnética: Realce heterogêneo e anelar, característico do carcinona Ductal.


Formas clínicas especiais
·         Doença de Paget: lesão descamativa, lembrando eczema. A pele pode se apresentar úmida, quente, com crostas ou erosões; pode existir uma massa mamária. Deve-se suspeitar de doença de Paget em qualquer dermatite persistente do mamilo ou aréola.
·         Carcinoma inflamatório: a forma mais maligna, compreende 3% dos casos de câncer de mama. Achados clínicos: massa de crescimento rápido, as vezes dolorosa; pele eritematosa (vermelhidão), edematosa e quente.
·         Câncer de mama bilateral: o aparecimento simultâneo de câncer nas duas mamas é raro (menos de 1% dos casos), porém, a ocorrência tardia de câncer na outra mama (após uma apresentar câncer) é de 5-8%
·         Câncer de mama durante gravidez ou lactação: também de rara ocorrência (1-2% dos casos), pode ser mascarado devido as alterações hormonais decorrentes da gravidez ou lactação.
Vale lembrar que podem existir muitos subtipos dentro de cada forma clínica, porém, desde que avaliado adequadamente o estagiamento, estes não tem influência aparente no prognóstico.
O estagiamento, aliás, é de suma importância para a determinação da evolução do câncer e qual terapia será eleita. O sistema mais comum de determinação do estagiamento é o TNM, que avalia: tamanho do tumor; acometimento dos nódulos linfáticos adjacentes; e presença ou não de metástases em outros órgãos.
A única maneira eficaz de se ter uma idéia precisa sobre como tratar um câncer em particular é por meio da biópsia. Através dela se pode determinar quais características o tumor apresenta e, assim, combatê-lo da maneira mais eficiente possível. Um teste de suma importância realizado na biópsia é a verificação da presença de receptores sensíveis a hormônios. Se sua presença for confirmada, é indicada terapia de controle hormonal.

SINTOMAS

Concluindo, após essa consideração a respeito de como surge e evolui o câncer de mama, apresentamos a seguir um conjunto de sinais que merecem atenção
  •          Surgimento de nódulos ou cistos, causem eles dor ou não;
  •   Modificação no formato e contorno da mama;
  •  Retração da pele;
  •  Enrugamento, alteração do contorno e retração ou desvios do mamilo;
  •  Edema cutâneo, sob a forma de pele espessada e com poros aumentados, o chamado peau d’orange (casca de laranja);
  •  Dermatite persistente do mamilo ou aréola.

SE NOTAR QUALQUER ALTERAÇÃO COMO AS MENCIONADAS ACIMA, PROCURE IMEDIATAMENTE UM PROFISSIONAL ESPECIALIZADO.

Amanhã, encerrando a semana de postagens sobre o câncer de mama, falaremos sobre o auto-exame e sobre prevenção, diagnóstico e tratamento.


Referências Bibliográficas:

GUYTON A. & HALL J. Tratado de fisiologia médica. 11ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.

BICKLEY L.S. Bates: Propedêutica médica. 10ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2010
ASSOCIAZIONE ITALIANA PER LA RICERCA SUL CANCRO www.airc.it/tumori/tumore-al-seno.asp

TIERNEY JR L.M.; McPHEE S.J.; PAPADAKIS M.A. Diagnóstico e tratamento. s/Ed. São Paulo: Atheneu, 1998.

BEERS M. et col. The Merk manual of clinical diagnosis and therapy. 17ª ed. New Jersey: Merk & Co., 1999.

ABRAHAM J. & ALLEGRA C.J. Bethesda handbook of clinical oncology. s/ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins, 2001.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Se liga nessa mensagem..




Um exemplo a ser seguido.

Realizamos no último dia 09, uma entrevista super legal com a Assistente Social Jandira Aurélio, que é uma das fundadoras da ONG “Amigas do Peito” de Presidente Prudente - SP. A ONG dá apoio às mulheres que fizeram ou fazem tratamento de câncer de mama . Confira agora. 

À direita, Jandira Aurélio, Assistente Social e uma das integrantes do grupo que fundou a ONG


 1.  Qual a importância da campanha na luta contra o Câncer de mama?
Quanto mais  prevenir melhor será, assim teremos, menos cirurgias menos internações, menos sofrimento para as mulheres e até mesmo menos gastos públicos. A prevenção é o melhor remédio. O outubro rosa é um movimento mundial, surgiu nos EUA em 1997. Foram atitudes isoladas e depois foi ampliando para os outros países.  Este movimento remete ao laço rosa, que é anterior ao outubro rosa, é o símbolo da campanha de câncer de mama.  Foi iniciado por uma família de americanos. Assim, estabeleceram que o alerta principal da  prevenção do câncer de mama fosse no mês de outubro. Lá eles fizeram as primeiras iluminações rosa em edifícios . No Brasil, a primeira iluminação foi 2002, no Parque Ibirapuera no Mausoléu do Soldado Constitucionalista, foi em outubro e foi alusiva a campanha do câncer de mama. Em 2008 foi iluminado o Cristo Redentor no Rio de Janeiro que é o símbolo brasileiro internacionalmente conhecido. A partir dai a campanha foi se espalhando. Essa campanha não tem dono, pode fazer a manifestação positiva dela, quem quiser, da forma que quiser, pode iluminar, por a camiseta, o laço e etc. Esse símbolo pode ser divulgado por qualquer cidadão do mundo inteiro. A respeito da importância da campanha, ela é voltada para a sensibilização das mulheres à respeito da realidade do câncer de mama, é divulgado para que as pessoas façam os exames, na busca de um diagnostico precoce. Quanto mais cedo descobrir o tumor, mais rápido e menos agressivo é o tratamento. Por isso existe esse incentivo, na verdade não tem como evitar, e falar “ah, vou seguir o protocolo ‘x’ e nunca vou ter câncer de mama”, não dá. Pois temos como fatores de risco a carga genética, a qualidade de vida, alimentação. A prevalência maior é entre 40 e 50 anos, a partir dos 60 já diminui o risco.
Nota-se também, que o outubro rosa é uma  campanha que tomou um rumo delicado e feminino. Aqui em Prudente começou em 2010 liderada por um empresário do ramo farmacêutico. Nos anos subsequentes ampliando no comércio, entre os empresários, alguns órgãos públicos e instituições do terceiro setor. 
Dica para iluminação de prédios: é muito fácil,comprar nas lojas de produtos eletrônicos  uma tela cenográfica gelatinosa,  coloca no vidro do holofote, não precisa nem trocar a lâmpada. Passou a campanha, é só tirar a tela.

  2. De onde surgiu a idéia de criar a ONG “Amigas do Peito”?
A ONG surgiu através de um grupo de profissionais de diversas áreas, com formação acadêmica diferente mas com objetivo comum que era desenvolver um trabalho de a poio a mulheres com câncer de mama. Como nada é por acaso, nos encontramos, marcamos uma reunião em abril de 1996. O  grupo idealizador era formado por uma física-médica, uma psicóloga, uma medica mastologista, uma assistente social e duas voluntárias. Após a primeira reunião, foi convidada uma psicóloga de São Paulo, especialista em psico-oncologia, com essa formação ela deu um treinamento inicial o que fortaleceu a ideia  do grupo, desencadeando assim o inicio dos trabalhos.Como  não tinha sede, o inicio se deu em espaço cedido pela Casa de Repouso de  Presidente Prudente - Rede Feminina de Combate ao Câncer. Continuamos a fazer as reuniões lá, na primeira reunião foram doze pacientes. Conforme o trabalho foi sendo divulgado o numero de pacientes foi aumentando. O Grupo passou por diversos locais cedidos até que finalmente em 2008 foi possível alugar um imóvel, para assim efetuar a  regulamentação e os registros da Entidade, sendo possível também ampliar os trabalhos e atender com mais conforto as pacientes. Onde esta até a presente data Rua Cassimiro Dias- 471 Centro Presidente Prudente. 

 3. Quais foram as maiores dificuldades para criar esse projeto?
A maior dificuldade foi a questão financeira para adquirir os matérias básicos para atender as pacientes inicialmente. Ate hoje enfrentamos a dificuldade de não possuir  uma sede própria.Este imóvel alugado é adaptado e pequeno. Temos também barreiras burocráticas para conseguimos a inscrição dessa entidade nos conselhos de direito, e assim termos acesso a verbas publicas, no momento o Grupo sobrevive de doações e renda de bingos anuais. A entidade hoje luta para uma reorganização e a contratação de uma equipe tecnica visando oferecer um trabalho de melhor qualidade passível as mulheres com câncer de mama.
  
 4.Como pode ser feito as doações?
Ainda não temos um sistema de carnê, mas as doações podem ser feitas diretamente na nossa sede, ou através de telefonema que as voluntárias passam para pegar, sempre será fornecido o recibo da doação. Recebemos doações de roupas e outros objetos para serem vendidos no brechó. 

5.   Quantas voluntárias aproximadamente fazem parte do projeto?
20 voluntárias. Não tem nenhum funcionário contratado. O maior desafio hoje é montar essa equipe, esses profissionais, e deixar os voluntários mais disponíveis  para as campanhas. A  procedência das voluntárias  é bem variada, um avisa o outro, algumas são pacientes recuperadas, conhecem a ONG, convivem, criam um laço afetivo, se identificam e começam a trabalhar. Elas são treinadas antes de iniciarem as atividades.  

6.  Quantas mulheres com o diagnóstico são atendidas?
O atendimento mensal é muito variável. Há um cadastro informatizado, onde há aproximadamente 700 mulheres registradas, não quer dizer que atendemos todas, conforme elas têm necessidade e vem na ONG nós atendemos. Todas que passam pelo atendimento são cadastradas.

7.  Já teve casos de homens com câncer de mama que vieram até vocês e participaram do projeto ou chegou a se voluntariar?
É uma proporção de 1 caso de homem a cada 100 mulheres. O Grupo ainda não fez nenhum atendimento a homem.

8.  Quais os serviços prestados?
Nós temos quatro linhas de ação. A primeira é o acolhimento da paciente, quando ela chega pela primeira vez, feito pelas voluntárias, é informada sobre os direitos que ela tem, se ela fez a mastectomia já é fornecido o enchimento e o sutiã. Se esta caindo o cabelo, é doado também o lenço. É explicado o que a ONG faz, é convidada a participar das atividades do grupo, recebe palavras de consolo, de estímulo, de apoio, e ela vê que não esta sozinha, e que tem cura, pois aquelas pessoas que estão ali, passaram por isso e estão curadas. Esse é o processo do acolhimento, é o primeiro atendimento da paciente. Ela é atendida numa sala reservada só com a voluntária que vai atendê-la e as voluntarias são alertadas sobre o sigilo e a ética no atendimento. O segundo projeto é a visita na pré-alta hospitalar,  temos  parceria com o Hospital Santa Casa de Misericórdia e o Hospital Regional que nos avisam quando as pacientes são operadas. As voluntarias  visitadoras levam palavras de consolo,informam  sobre a existência do grupo “Amigas do Peito”, convidam para conhecerem o grupo e participarem das atividades. Na visita  as pacientes são  também presenteadas com um Kit que contem mimos e material informativo como folhetos e cartilhas ilustrativos sobre o tratamento e os direitos das mulheres com câncer de mama.  O terceiro projeto é uma grande reunião que é feita todo mês aberta a todas as pacientes. Essa reunião é feita no ultimo sábado do mês, sempre é tratado um assunto de interesse delas, ou são festejadas as datas comemorativas, tais como: páscoa, dia das mães, festa junina e confraternização  do natal.  O quarto projeto são as doações, fazemos doações do sutiã, que tem um forro adaptado para que seja colocado a prótese, ou enchimento, como é também chamado. O enchimento, o sutiã e o lenço são doados, e temos um banco de perucas que é feito o empréstimo, ela preenche um cadastro e quando termina de usar, devolve. Então essas são as quatro avenidas de trabalho do Grupo, agora estamos incluindo uma quinta, que é a campanha do outubro rosa. Nós recebemos doações de cabelos,que serão transformados em perucas para nosso banco de perucas. 

9. O que precisa ser feito para se voluntariar?
Basta a pessoa se interessar, se identificar com a causa, gostar de lidar com o público.É feito um treinamento, uma capacitação.   Tem  que cumprir horário, e realizar o trabalho com responsabilidade e comprometimento.

10. Tem uma lei de foi sancionada em 2013, que proporciona a reconstrução plástica da mama logo após a cirurgia de retirada realizada pelo SUS, o que você acha? É importante para a mulher?
É muito importante, é um recurso oferecido pela rede publica de saúde. O ruim são as filas que esbarramos em todos os recursos da área da saúde no Brasil. Temos precariedades para ter acesso a esses tratamentos mais complexos, e a cirurgia de reconstrução da mama é de alta complexidade. Em Presidente Prudente, tem sido feito reconstruções de mama pelo SUS, eu não sei o numero, mas tem demanda reprimida. É um recurso indispensável, mas a sociedade tem sempre que lutar para que haja melhora e aperfeiçoamento dos recursos existentes.   Aquelas pacientes que podem, pagam e fazem a reconstrução de forma particular. (Pergunto se há voluntárias que fizeram a cirurgia particular e se há também pelo SUS). Sim, nós temos voluntarias que fizeram recentemente com custos particulares e temos as  que fizeram pelo SUS. 


Atual sede da ONG
Sede da ONG
       
Kit doado às mulheres na visita Hospitalar

Enchimento e Sutiã adaptado para mulheres que passaram pela Mastectomia.



A Jandira citou na entrevista uma cartilha informativa escrita por ela, com o título “Direitos Sociais: Mulheres com câncer de mama”. Nessa cartilha ela aborda os direitos que as mulheres com câncer de mama têm. Como Direitos previdenciários, Direitos à quitação da casa própria, Direito ao transporte gratuito, a transporte de Urgência, entre outros.

“Nunca desista de lutar por seus direitos, mesmo que apareçam barreiras, tenha confiança, todas serão transponíveis. Insista, questione, peça ajuda, dê quantas viagens forem necessárias, mas nunca desista.” 
Jandira Aurélio

É um trabalho lindo que com certeza faz toda a diferença. Estivemos lá e logo percebemos a simplicidade e o amor com que o trabalho é realizado, o anseio em ajudar é visível. Com certeza um exemplo a ser seguido.
Quem quiser ajudar com doações (cabelo, roupas, sapatos ou financeiramente) iremos deixar o endereço e o telefone.
Rua Casemiro Dias , Nº 471 - Vila Nova Cep: 19010-280
Presidente Prudente -  SP 
Tel: (18) 3221 2656

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Câncer de mama em Homens.



O câncer de mama é hoje amplamente abordado na mídia, principalmente em relação às medidas de prevenção e detecção precoce. O que pouca gente sabe, é que este não é um câncer exclusivamente feminino.
Segundo várias estimativas, apenas algo em torno de 1% do total de acometidos por câncer de mama são homens. Porém, o câncer de mama masculino partilha de algumas características do feminino, assim como o tratamento para ambos são praticamente os mesmos.
O sinal principal do câncer de mama masculino é a presença de um nódulo indolor, uma massa dura e mal definida, que se localiza na grande maioria das vezes sob o mamilo ou aréola. Podem estar presentes também secreção mamilar, retração e/ou erosão da pele circunvizinha. A ginecomastia (aumento da mama em homens) nem sempre é um indicativo de predisposição à neoplasia mamária; entretanto, se presente, uma investigação mais minuciosa é bem-vinda. A secreção mamilar, embora nem sempre esteja presente, é um achado de alerta. Uma biópsia é necessária para determinar a natureza do tumor.
O câncer de mama costuma aparecer em homens por volta dos 60 a 70 anos de idade. Fatores de risco são: histórico familiar de câncer, presença do gene BRCA2, exposição à radiação, síndrome de Klinefelter (anomalia genética caracterizada pela presença de um cromossomo X extra). Há fortes indícios de influência hormonal sobre o tumor. O tipo mais comum no homem é o carcinoma ductal infiltrante, correspondendo a cerca de 80% dos casos.
O estadiamento também é o mesmo que no câncer de mama feminino, levando-se em consideração o tamanho do tumor, o estado dos linfonodos e a presença ou não de metástases para outros tecidos. Há cinco estágios, sendo  o estágio 0 o tumor in situ que ainda não alcançou os linfonodos, passando até o estágio IV, o mais alto, englobando tumores que já lançaram metástases para órgãos distantes. O estadiamento é de valia por fornecer uma idéia do quão avançado está o câncer, auxiliando no prognóstico da doença.
Infelizmente, a maioria dos casos de câncer de mama masculino são detectados tardiamente. O diagnóstico é feito por meio da avaliação médica e, sobretudo, pelo resultado da biópsia do tumor. Esta é que guiará a tomada de decisão sobre que tratamento seguir, uma vez que indica a natureza do tecido tumoral, a presença ou não de receptores de hormônios e /ou os níveis da proteína HER2/neu. Ressonância magnética, tomografia computadorizada, tomografia por emissão de pósitrons, ecografia entre outros exames podem ser requisitados para avaliar se há metástases em outros órgãos.
O tratamento se faz de maneira bastante semelhante à do câncer de mama feminino. Recomenda-se, se o quadro for favorável, a mastectomia radical modificada (remoção cirúrgica da mama e dos gânglios linfáticos axilares). Para metástases na pele e gânglios linfáticos, radioterapia. Em estágios avançados de câncer de mama, a orquidectomia (remoção cirúrgica dos testículos) pode ser de ajuda por eliminar a influência hormonal. Há casos, porém, em que a orquidectomia pode ser substituída pela terapia com tamoxifeno 10mg, (V.O., 2 vezes ao dia). Trastuzumabe também costuma ser utilizado. Segundo um estudo publicado na revista "Cancer" em 2013, 81% dos casos de neoplasia mamária masculina são sensíveis a hormônios (contra 60%-70% dos casos em mulheres); 15% é HER2 positivo (25-30% 3 em mulheres); e 4% é triplo-negativo (ou seja, não são sensíveis a nenhum hormônio; em mulheres essa taxa é de 10-15%). Estão sendo inseridos em alguns países tratamentos com “fármacos inteligentes”, que atacam receptores específicos nas células tumorais, causando dano mínimo nas células sadias; tais “alvos” em geral são a proteína HER2/neu e proteínas angiogênicas presentes no tumor.

Medidas de prevenção: como para qualquer outro tipo de câncer, é válido ressaltar a importância de manter hábitos saudáveis, praticar exercício físico regular, manter o peso nos padrões, evitar o abuso de álcool e o vício em tabaco. Prestar bastante atenção a qualquer nódulo que surja, mesmo que seja indolor ou não coce. Filhos ou irmãos de mulheres portadoras dos genes BRCA1 e BRCA2 são aconselhados a também fazer o teste genético, uma vez que se eles possuírem a mutação tem um risco muito mais elevado de vir a desenvolver a doença.


Referências Bibliográficas:


ABRAHAM J. & ALLEGRA C.J. Bethesda handbook of clinical oncology. s/ed. Philadelphia: Lippincott Willians & Wilkins, 2001.

TIERNEY JR, L.M.; McPHEE S.J.; PAPADAKIS M.A. Diagnóstico e tratamento. s/Ed. São Paulo: Atheneu, 1998.

BEERS M. et col. The Merk manual of diagnosis and therapy. 17ª Ed. New Jersey: Merk & Co, 1999.

ONCOGUIA http://www.oncoguia.org.br/site/interna.php?cat=57&id=1007&menu=54 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Prevenção das poderosas Outubro rosa

E pra finalizar a postagem de hoje, olha que legal a paródia realizada pelo Hospital Nossa Senhora das Dores










De laço rosa a Outubro rosa!


 

Boa tarde pessoal, como divulgado esse final de semana, iniciaremos hoje uma série de postagens relacionadas ao Câncer de mama. É muito importante a conscientização de que este câncer pode ser prevenido e tem cura, a partir daí iniciou-se uma campanha que é intencionalmente conhecida como Outubro Rosa. Por ser um símbolo tão forte, a primeira postagem é em relação a esse movimento tão importante que já tomou conta do mundo todo. Quer saber mais? Então aí vai.

O movimento Outubro rosa iniciou-se nos Estados Unidos, e a cor ‘rosa’ presente no nome arremete à cor do laço que simboliza a luta contra o câncer de mama. Pode-se dizer que o início do Outubro rosa se deu em meados do século 20, quando a Fundação Susan G. Komen for the Cure lançou pela primeira vez o laço cor-de-rosa e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York em 1990. Em 1997, outras cidades dos Estados Unidos, aderiram ao Movimento, incentivando ações voltadas a prevenção do câncer de mama e a conscientização do diagnóstico precoce que percorre até hoje o mundo todo. Inicialmente, essas cidades utilizavam o laço rosa para sensibilizar a população, depois surgiram outras formas, como corridas e desfiles de moda com sobreviventes. Logo abaixo tem uma notícia muito legal sobre um desfile realizado em Varginha – MG com portadoras de câncer de mama, em alusão ao Outubro rosa.
A iluminação de monumentos surgiu posteriormente e não tem uma data definida de quando aconteceu a primeira, porém foi uma forma prática de expandir de forma abrangente o Outubro rosa entre a população.
A primeira iniciativa do Movimento no Brasil foi realizada por um grupo de mulheres simpatizantes com a causa, que com o apoio de uma conceituada empresa de cosméticos europeia, iluminaram de rosa o Obelisco do Ibirapuera.

Obelisco do Ibirapuera – São Paulo (02/10/2002)

O Brasil ficou mundialmente conhecido pela estátua do Cristo Redentor, que foi iluminada de rosa, junto com outros monumentos: Fortaleza da Barra em Santos – SP em 2009 (Figura 1), na Pinacoteca Benedicto Calixto, também em Santos – SP em 2008 (Figura 2).

Figura 1
Figura 2

Confira agora algumas iluminações:

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Catedral foi um dos monumentos localizados na área central de Brasília para receber iluminação especial nos próximos dias
Catedral localizada na área central de Brasília – 2012


Convento da Penha, em Vila Velha (Foto: Fernando Madeira / A Gazeta)
Convento de Penha, em Vila Velha – 2014

Palácio Anchieta, no centro de Vitória (Foto: Fernando Madeira / A Gazeta)
Palácio Anchieta, no centro de Vitória - 2014


Lá em cima, citamos um desfile realizado em Varginha – MG. Foi promovido por uma empresária com o objetivo de incentivar e valorizar a auto estima de mulheres com câncer de mama. O desfile foi realizado na última sexta-feira (10) com a participação de várias pacientes que fazem tratamento no Hospital Bom Pastor. As lojas da cidade cederam roupas e ganharam um tratamento especial e maquiagem. A renda do desfile será revertido ao setor de oncologia do hospital.
“O câncer de mama é um dos mais comuns e o tratamento é muito agressivo, por isso o desfile é tão importante para a parte psicológica e social das mulheres. É um trabalho de evolução muito grande”, enfatizou a psicóloga do hospital, Silvana Aparecida Petrin Retóri.

Pacientes com câncer desfilam em ação do ‘Outubro Rosa’ em Varginha (Foto: Reprodução EPTV)
Pacientes com câncer desfilam em ação do ‘Outubro Rosa’ em Varginha (Foto: Reprodução EPTV)

Um pouco mais de informações:

 O Secretário de Saúde, Dr. Rogério Kampa, participou no último dia 8 de uma série de palestras realizadas em Araucária – PR sobre a campanha Outubro rosa. Durante o evento, o secretário disse que a prevenção além de ser essencial, é uma maneira inteligente de fazer Saúde Pública. “Diminuir a incidência de câncer de mama e outros cânceres e incentivar a prevenção é o melhor caminho. Somente desta forma alcançamos os resultados desejados quando falamos em saúde pública. O tema Outubro Rosa e essa soma de esforços entre as secretarias são muito importantes para a sociedade”.



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