Deve ser individualizado para cada paciente levando-se em
conta a idade, o estadiamento do tumor, o grau histológico, o tamanho da
próstata, as comorbidades, a expectativa de vida, os anseios do paciente e os
recursos técnicos disponíveis.
Dentre os tratamentos, incluem: cirurgia radical,
radioterapia e observação vigilante. Vamos entender cada um deles.
Observação
vigilante
É uma opção frente à doença localizada, porém deve ser
empregadas apenas em pacientes acima de 75 anos, com expectativa de vida
limitada e tumores de baixo grau histológico.
Tipos
de Prostatectomia Radical
·
- Prostatectomia Radical Retropúbica
Esta é a cirurgia realizada pela maioria dos cirurgiões.
Este procedimento é feito com anestesia geral, anestesia raquidiana ou
peridural com sedação.
Nesta técnica, o cirurgião faz uma incisão na pele na parte inferior do abdome,
do umbigo até o osso púbico. Se existe uma chance razoável, baseado nos
resultados do PSA, toque retal e da biópsia, o cirurgião remove os linfonodos
localizados em torno da próstata.
O cirurgião prestará especial atenção para os dois feixes de nervos minúsculos
que correm a cada lado da próstata, e que controlam as ereções. Mas, se o tumor
se desenvolveu dentro ou muito perto desses nervos, o cirurgião terá que
removê-los. Se ambos são removidos, o paciente se torna impotente, o que
significa que vai precisar de ajuda (como medicamentos ou bombas) para ter
ereções. Caso seja necessária a remoção desses nervos em apenas um dos lados,
ainda haverá chances de o paciente ter ereções. Se os nervos não foram afetados
pela doença serão poupados, e dentro de alguns meses a um ano após a cirurgia o
paciente voltará a ter ereção.
Após a cirurgia, é mantido um cateter no pênis, durante 1 ou 2 semanas, para
drenar a bexiga. Quando o cateter é retirado, o paciente volta a urinar
normalmente.
- Prostatectomia Radical Perineal
Nesta cirurgia, o
cirurgião faz a incisão na pele entre o ânus e o escroto (períneo). Esta abordagem
é usada com menos frequência, porque não há como poupar os nervos, e os
gânglios linfáticos não poderá ser removido.
No fim do ato cirúrgico um cateter é inserido no pênis para ajudar a drenar a
bexiga. O cateter geralmente permanece no local por 1 a 2 semanas, e após a
remoção do mesmo o paciente volta a urinar normalmente.

Tipos
de Prostatectomia Radical por Laparoscopia
- Prostatectomia Radical por Laparoscopia
Na prostatectomia radical por laparoscopia, se utilizam
várias incisões pequenas, por onde são inseridos instrumentos especiais para
remover a próstata. Um dos instrumentos tem uma pequena câmara de vídeo na
extremidade, que permite a visualização interna do abdome.
A prostatectomia por laparoscopia tem algumas vantagens sobre a prostatectomia
radical aberta, incluindo menor perda de sangue e dor, menor tempo de
internação, e menor tempo de recuperação, embora seja igualmente necessário o
uso do cateter.
- Prostatectomia Radical por Laparoscopia Assistida por Robótica
A cirurgia laparoscópica remota utiliza uma interface
robótica (sistema da Vinci), que é conhecida como prostatectomia radical
laparoscópica assistida por robótica. O procedimento é controlado a partir de
uma mesa de operações, onde o cirurgião controla os braços robóticos para
realizar a cirurgia, através de pequenas incisões no abdome do paciente.
Essa técnica tem algumas vantagens sobre a prostatectomia radical por
laparoscopia, em termos de dor, perda de sangue e tempo de recuperação. Existe
pouca diferença entre a proctectomia robótica e direta para o paciente.
Riscos Cirúrgicos
Os riscos em qualquer tipo de prostatectomia radical são muito parecidos, assim
como os de qualquer cirurgia de grande porte, incluindo os riscos anestésicos.
Entre os mais importantes temos: pequeno risco de infarto, de derrame e de
trombose em pernas que podem-se soltar e ir parar nos pulmões provocando
embolia pulmonar, assim como infecção no local da incisão.
Radioterapia
A radioterapia pode ser dividida em externa e
intersticial (braquiterapia). A radioterapia externa (RXT) é uma ótima opção
para o tratamento da doença localizada. Também pode ser indicada para pacientes
que tenham contra-indicação à cirurgia. A dose de RXT mínima sobre a próstata
deve ser de 72 Cy, respeitando-se a tolerância dos tecidos normais adjacentes.
Apresenta como possíveis complicações: alterações gastrointestinais e cistite
actínica. A braquiterapia intersticial permanente com sementes radioativas está
indicada isoladamente aos pacientes com bom prognóstico (T1-T2a, PSA < 10
ng/ml, Gleason < 7) ou complementar à RXT externa para casos de pior
prognóstico. Deve ser evitada nos casos de tumores volumosos ou submetidos
previamente à ressecção prostática transuretral ou à prostatectomia
convencional e em próstatas menores que 20 g. A braquiterapia intersticial de
alta taxa de dose, em combinação com a RXT de megavoltagem também pode ser
utilizada no tratamento de tumores localizados. Suas possíveis complicações
são: Incontinência urinária, disfunção erétil e estenose de uretra ou
colovesical.
Tratamento
quimioterápico
A partir do momento que o
câncer de próstata se dissemina a outras partes do corpo com metástases, o
principal tratamento inicial é com a manipulação hormonal que tem como objetivo
diminuir os níveis de testosterona que serve como alimento ao tumor. Essa
manipulação hormonal pode ser realizada inicialmente com a administração de
medicamentos hormonais ou a realização de cirurgia nos testículos. Esse
tratamento normalmente apresenta um grau elevado de eficácia e um longo tempo
de duração. Quando ocorre progressão do tumor mesmo na vigência destes
tratamentos de manipulação hormonal, há a necessidade de se administrar outros
medicamentos. Esses compreendem novos medicamentos de manipulação hormonal e
quimioterapia. Nos casos onde ocorre dor acentuada em algum osso, há a
possibilidade de realizar radioterapia neste local com o intuito de reduzir a
dor. Novos medicamentos vêm sendo ativamente estudados para o tratamento do
câncer de próstata. Esses tratamentos visam atacar o câncer de próstata através
de diferentes mecanismos, tais como: manipulação hormonal, quimioterapia,
terapia-alvo dirigida (que se fundamentam no bloqueio do alvo-molecular celular,
a fim de destruir a célula tumoral), medicina nuclear e vacinas. A abiraterona
e a enzalutamida são os principais novos medicamentos aprovados que visam
bloquear a produção ou ação da testosterona em pacientes que falharam a
tratamentos de manipulação hormonal e quimioterapias prévias. O cabazitaxel é
um novo quimioterápico recentemente aprovado para o tratamento de pacientes que
falharam com o quimioterápico docetaxel. Novos medicamentos potenciais são o
alpharadin (também conhecido como Rádio-223), que é um isótomo radioativo que
ataca as lesões metastáticas nos ossos; o cabozantinibe, que ataca proteínas
nas células tumorais (VEGFR-2 e cMET) responsáveis pela agressividade do tumor;
e as vacinas, que visam a melhorar a resposta do sistema imunológico dos
pacientes contra o tumor.
Referências:
FERRIGNO, Dr. R. Próstata. Disponível em: < http://www.oncoantonioermirio.org.br/sobre-cancer/tipos-de-cancer/cancer-prostata/>
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde.
Instituto Nacional de Câncer. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cancer_da_prostata.pdf>
Equipe oncoguia. Tratamento cirúrgico do câncer de próstata. Disponível
em: < http://www.oncoguia.org.br/conteudo/tratamento-cirurgico-do-cancer-de-prostata/1207/290/>









