sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Diagnóstico, tratamento e Auto exame.


Diagnóstico

O câncer é uma patologia com localizações e aspectos clínico-patológicos múltiplos e não possui sintomas ou sinais patognomônicos, podendo ser detectado em vários estágios de evolução histopatológica e clínica. Destes fatos resulta, em grande parte, a dificuldade do seu diagnóstico e a afirmativa de que a suspeita de câncer pode surgir diante dos sintomas os mais variados possíveis.
O paciente, ao procurar um médico, não sabe ainda a natureza da sua doença e, assim, não procura diretamente um especialista. Setenta por cento dos diagnósticos de câncer são feitos por médicos não-cancerologistas, o que evidencia a importância destes profissionais no controle da doença.

O médico chega a uma suposição diagnóstica através de várias etapas, durante as quais deve proceder a uma análise cuidadosa, com base principalmente em seu conhecimento do caso e da patologia, olhando sempre o paciente como um todo, não se restringindo ao sistema-alvo da sua especialidade. Neste processo, toma diversas decisões, cujo acerto ou erro repercute sobre a sobrevida do paciente e/ou sua qualidade de vida. No Brasil, muito ainda tem de ser feito para que os médicos assumam a responsabilidade que lhes cabe quanto à prevenção e ao controle do câncer. A adequação das condutas diagnósticas e terapêuticas, e a agilidade no encaminhamento do caso constituem o âmago do exercício efetivo de tal responsabilidade.

Como as mulheres podem perceber a doença?

O câncer de mama pode ser percebido como um caroço (nódulo), geralmente indolores duros e irregulares têm mais chance de ser malignos, mas há tumores que são macios e arredondados. Portanto, é importante ir ao médico. A pele da mama pode ficar vermelha ou parecida com casca de laranja, surgirem alterações no bico do peito (mamilo) ou saída espontânea de líquido de um dos mamilos. Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou na região embaixo dos braços (axilas)




Inchaço em parte do seio;




Irritação da pele ou aparecimento de irregularidades, como covinhas ou franzidos, ou que fazem a pele se assemelhar à casca de uma laranja;

Dor no mamilo ou inversão do mamilo (para dentro);


Vermelhidão ou descamação do mamilo ou pele da mama;



Saída de secreção (que não leite) pelo mamilo;




 Caroço nas axilas;












































































O que é Mamografia?

 É a radiografia das mamas, realizada por um equipamento de Raios X chamado mamógrafo. Para gerar a imagem, é feita uma compressão das mamas. O exame é capaz de mostrar alterações suspeitas antes mesmo de o tumor ser palpável.


A mamografia identifica alterações suspeitas, mas a confirmação do câncer de mama é feita pelo exame histopatológico, que analisa no laboratório uma pequena parte retirada da lesão (biópsia).

Opções de Tratamentos:

O tratamento varia de acordo com o tipo e estágio do tumor. Assim, a definição terapêutica é determinada caso a caso. Vale lembrar, que quando mais cedo for descoberta a doença, maiores serão as suas chances de cura. No entanto, hoje é possível sim viver bem mesmo com a doença metastática.
OS TRATAMENTOS SÃO CLASSIFICADOS EM TERAPIA LOCAL E TERAPIA SISTÊMICA:


Terapia local

Cirurgia e radioterapia visam tratar o tumor no local, sem afetar o resto do organismo.

Cirurgia
é a modalidade de tratamento mais antiga e, quando o tumor encontra-se em estágio inicial e em condições favoráveis para a retirada, a mais efetiva.

Radioterapia
utiliza a radiação ionizante. É muito utilizada para tumores localizados, para os quais não há necessidade de retirada de grande parte da mama ou para tumores que não podem ser retirados totalmente por cirurgia, ou quando se quer diminuir o risco de que o câncer volte a crescer.

Terapia sistêmica

São medicamentos administrados por via oral ou diretamente na corrente sanguínea, para atingir as células cancerosas em qualquer parte do corpo. A quimioterapia, a terapia hormonal e a terapia-alvo são exemplos de terapias sistêmicas.

 

Quimioterapia

Tratamento que utiliza medicamentos, orais ou intravenosos, com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes.

 

Terapia Hormonal

Tem como objetivo impedir a ação dos hormônios que fazem as células cancerígenas crescerem. Age bloqueando ou suprimindo os efeitos do hormônio sobre o órgão afetado.

 

Terapia-alvo (anticorpos monoclonais)

Denomina-se de terapias-alvo drogas anti-cancerígenas relativamente novas e que têm como alvo uma determinada proteína ou mecanismo de divisão celular apenas (ou preferencialmente) presente nas células tumorais.

 



Auto exame:

Durante muito tempo, as campanhas de conscientização para o câncer de mama divulgaram a idéia de que o autoexame das mamas, baseado na palpação, era a melhor forma para detectá-lo precocemente. Mas o tempo passou, a medicina evoluiu e as recomendações mudaram.
O autoexame continua sendo importante – mas de forma secundária. Ele é essencial para que a mulher conheça seu corpo, em especial sua mama, e possa perceber qualquer alteração. O autoexame pode ser feito visualmente e por meio da palpação, uma vez por mês, após o final da menstruação. Para as mulheres que não menstruam mais, o ideal é definir uma data e fazê-lo uma vez ao mês, sempre no mesmo dia. Entretanto, ele não substitui a importância do exame clínico feito por um profissional da saúde por meio da palpação e, menos ainda, a mamografia.
É fundamental que, além do autoexame, todas as mulheres acima dos 40 anos façam seus exames de rotina, entre eles a mamografia. Só ela pode detectar precocemente um nódulo pequeno e aumentar muito as chances de cura.



PASSO A PASSO
1 – Em frente a um espelho, observe cada uma das mamas, atentando para qualquer alteração no formato, aspecto, irregularidades no contorno, aumento de volume, retrações da pele, vermelhidão ou edema.

2- Coloque o braço direito por trás da cabeça. Com a mão esquerda, usando as pontas dos dedos indicador, médio e anelar, tente sentir nódulos na mama direita. Aperte com firmeza suficiente para perceber a textura da mama.

3 – Realize o exame palpando desta maneira a partir da lateral externa da mama, seguindo um padrão “de cima para baixo”: comece no alto da mama, palpe descendo verticalmente, volte para o topo, continue palpando de cima para baixo. Faça isso por toda a extensão da mama.

4 – Verifique se há corrimento ou vazamento de líquido dos mamilos.

5 – Palpe a região axilar à procura de nódulos ou ínguas.

Repita o procedimento para a mama esquerda, invertendo a posição dos braços: coloque o braço esquerdo por trás da cabeça e use os dedos da mão direita para examinar.



Fontes:
1. National Comprehensive Cancer Network (NCCN) Clinical Practice Guidelines for Breast Cancer Screening and Diagnostic. Versão 1.2014. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível em
www.nccn.org

2. National Cancer Institute (NCI) Publication P017: What you need to know about breast câncer. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível em https://pubs.cancer.gov/ncipl/detail.aspx?prodid=P017
Controle do câncer de mama. Consultado em 07 de outubro de 2014. Disponível em http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/acoes_programas
/site/home/nobrasil/programa_controle_cancer_mama/
tratamento


National Comprehensive Cancer Network (NCCN) Guidelines for Patients: Breast Cancer. Versão 1.2014. Consultado em 07 de outubro de 2014. Disponível em www.nccn.org.patients
National Cancer Institute (NCI) Publication P017: What you need to know about breast câncer. Consultado em 07 de outubro de 2014. Disponível em https://pubs.cancer.gov/ncipl/detail.aspx?prodid=P017

Treatment Option Overview. National Cancer Institute (NCI). Consultado em 07 de outubro de 2014. Disponível em
http://www.cancer.gov/cancertopics/pdq/treatment/breast/
Patient/page5


BICKLEY L.S. Bates: propedêutica médica. 10ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2010.




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