Diagnóstico
O câncer é uma patologia com localizações e aspectos clínico-patológicos
múltiplos e não possui sintomas ou sinais patognomônicos, podendo ser detectado
em vários estágios de evolução histopatológica e clínica. Destes fatos resulta,
em grande parte, a dificuldade do seu diagnóstico e a afirmativa de que a
suspeita de câncer pode surgir diante dos sintomas os mais variados possíveis.
O paciente, ao procurar um médico, não sabe ainda a natureza da sua
doença e, assim, não procura diretamente um especialista. Setenta por cento dos
diagnósticos de câncer são feitos por médicos não-cancerologistas, o que
evidencia a importância destes profissionais no controle da doença.
O médico chega a uma suposição
diagnóstica através de várias etapas, durante as quais deve proceder a uma
análise cuidadosa, com base principalmente em seu conhecimento do caso e da
patologia, olhando sempre o paciente como um todo, não se restringindo ao
sistema-alvo da sua especialidade. Neste processo, toma diversas decisões, cujo
acerto ou erro repercute sobre a sobrevida do paciente e/ou sua qualidade de
vida. No Brasil, muito ainda tem de ser feito para que os médicos assumam a
responsabilidade que lhes cabe quanto à prevenção e ao controle do câncer. A
adequação das condutas diagnósticas e terapêuticas, e a agilidade no
encaminhamento do caso constituem o âmago do exercício efetivo de tal
responsabilidade.
Como as mulheres podem perceber a
doença?
O câncer de mama pode ser percebido como um caroço
(nódulo), geralmente indolores duros e irregulares têm mais chance de ser
malignos, mas há tumores que são macios e arredondados. Portanto, é importante
ir ao médico. A pele da mama pode ficar vermelha ou parecida com casca de
laranja, surgirem alterações no bico do peito (mamilo) ou saída espontânea de
líquido de um dos mamilos. Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou
na região embaixo dos braços (axilas)
Inchaço em parte do seio;
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Irritação da pele ou aparecimento de
irregularidades, como covinhas ou franzidos, ou que fazem a pele se
assemelhar à casca de uma laranja;
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Dor no mamilo ou inversão do mamilo (para
dentro);
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Vermelhidão ou descamação do mamilo ou pele da
mama;
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Saída de secreção (que não leite) pelo mamilo;
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Caroço nas axilas;
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O que é Mamografia?
É a radiografia das
mamas, realizada por um equipamento de Raios X chamado mamógrafo. Para gerar a
imagem, é feita uma compressão das mamas. O exame é capaz de mostrar alterações
suspeitas antes mesmo de o tumor ser palpável.
A mamografia identifica alterações suspeitas, mas a
confirmação do câncer de mama é feita pelo exame histopatológico, que analisa
no laboratório uma pequena parte retirada da lesão (biópsia).
Opções
de Tratamentos:
Terapia local
Cirurgia e radioterapia visam tratar o tumor no local, sem afetar o
resto do organismo.
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Cirurgia
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é a modalidade de tratamento mais antiga e, quando o tumor encontra-se em
estágio inicial e em condições favoráveis para a retirada, a mais efetiva. |
Radioterapia
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utiliza a radiação ionizante. É muito utilizada para tumores localizados,
para os quais não há necessidade de retirada de grande parte da mama ou para
tumores que não podem ser retirados totalmente por cirurgia, ou quando se
quer diminuir o risco de que o câncer volte a crescer. |
Terapia sistêmica
São medicamentos administrados por via
oral ou diretamente na corrente sanguínea, para atingir as células cancerosas
em qualquer parte do corpo. A quimioterapia, a terapia hormonal e a
terapia-alvo são exemplos de terapias sistêmicas.
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Quimioterapia
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Tratamento que utiliza medicamentos, orais ou intravenosos, com o objetivo
de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes. |
Terapia Hormonal
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Tem como objetivo impedir a ação dos hormônios que fazem as células
cancerígenas crescerem. Age bloqueando ou suprimindo os efeitos do hormônio
sobre o órgão afetado. |
Terapia-alvo (anticorpos
monoclonais)
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Denomina-se de terapias-alvo drogas anti-cancerígenas relativamente novas
e que têm como alvo uma determinada proteína ou mecanismo de divisão celular
apenas (ou preferencialmente) presente nas células tumorais. |
Auto exame:
Durante
muito tempo, as campanhas de conscientização para o câncer de mama divulgaram a
idéia de que o autoexame das mamas, baseado na palpação, era a melhor forma
para detectá-lo precocemente. Mas o tempo passou, a medicina evoluiu e as
recomendações mudaram.
O
autoexame continua sendo importante – mas de forma secundária. Ele é essencial
para que a mulher conheça seu corpo, em especial sua mama, e possa perceber
qualquer alteração. O autoexame pode ser feito visualmente e por meio da
palpação, uma vez por mês, após o final da menstruação. Para as mulheres que
não menstruam mais, o ideal é definir uma data e fazê-lo uma vez ao mês, sempre
no mesmo dia. Entretanto, ele não substitui a importância do exame clínico
feito por um profissional da saúde por meio da palpação e, menos ainda, a mamografia.
É
fundamental que, além do autoexame, todas as mulheres acima dos 40 anos façam
seus exames de rotina, entre eles a mamografia. Só ela pode detectar
precocemente um nódulo pequeno e aumentar muito as chances de cura.
PASSO A PASSO
1 –
Em
frente a um espelho, observe cada uma das mamas, atentando para qualquer
alteração no formato, aspecto, irregularidades no contorno, aumento de volume,
retrações da pele, vermelhidão ou edema.
2- Coloque o braço
direito por trás da cabeça. Com a mão esquerda, usando as pontas dos dedos
indicador, médio e anelar, tente sentir nódulos na mama direita. Aperte com
firmeza suficiente para perceber a textura da mama.
3 – Realize o exame
palpando desta maneira a partir da lateral externa da mama, seguindo um padrão
“de cima para baixo”: comece no alto da mama, palpe descendo verticalmente,
volte para o topo, continue palpando de cima para baixo. Faça isso por toda a
extensão da mama.
4 – Verifique se há
corrimento ou vazamento de líquido dos mamilos.
5 – Palpe a região axilar
à procura de nódulos ou ínguas.
Repita o procedimento para a mama esquerda,
invertendo a posição dos braços: coloque o braço esquerdo por trás da cabeça e
use os dedos da mão direita para examinar.
Fontes:
1. National Comprehensive Cancer Network (NCCN) Clinical Practice Guidelines for Breast Cancer Screening and Diagnostic. Versão 1.2014. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível em www.nccn.org
1. National Comprehensive Cancer Network (NCCN) Clinical Practice Guidelines for Breast Cancer Screening and Diagnostic. Versão 1.2014. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível em www.nccn.org
2.
National Cancer Institute (NCI) Publication P017: What you need to know about
breast câncer. Consultado em 06 de outubro de 2014. Disponível em https://pubs.cancer.gov/ncipl/detail.aspx?prodid=P017
Controle do câncer de mama. Consultado em 07 de outubro de 2014. Disponível
em http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/acoes_programas/site/home/nobrasil/programa_controle_cancer_mama/
tratamento
National Comprehensive Cancer Network (NCCN) Guidelines for Patients: Breast Cancer. Versão 1.2014. Consultado em 07 de outubro de 2014. Disponível em www.nccn.org.patients
National Cancer Institute (NCI) Publication P017: What you need to know about breast câncer. Consultado em 07 de outubro de 2014. Disponível em https://pubs.cancer.gov/ncipl/detail.aspx?prodid=P017
Treatment Option Overview. National Cancer Institute (NCI). Consultado em 07 de outubro de 2014. Disponível em
http://www.cancer.gov/cancertopics/pdq/treatment/breast/
Patient/page5
BICKLEY
L.S. Bates: propedêutica médica. 10ª Ed. Rio de Janeiro:
Guanabara-Koogan, 2010.









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