segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Umidade Relativa do Ar

     A falta de chuva tem causado preocupação em boa parte do Brasil neste ano de 2014.        Muitos reservatórios estão quase vazios devido a estiagem, e se a situação persistir, a população de várias cidades corre o risco de ficar sem água. Uma ironia tratando-se de Brasil, um dos países com a maior disponibilidade de água doce no mundo.
     Água sempre foi um fator indispensável para estabelecimento das populações humanas.      Quase todas as grandes civilizações da Antiguidade floresceram às margens de rios: o Nilo no Egito, o Jordão na Palestina, o Tigre e o Eufrates na Mesopotâmia, o Ganges na Índia, o Rio Amarelo na China, o Reno na Germânia, o Tibre em Roma...para citar apenas alguns.
Mas a água não é importante apenas por seu caráter de item primordial ao consumo humano e para seus rebanhos e pastagens. A água em seu estado gasoso também é um fator determinante na qualidade de vida. Se a umidade relativa do ar estiver fora dos padrões aceitáveis, a possibilidade de agravos à saúde aumenta. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece acima de 60% como sendo o ideal de umidade. Valores muito altos, próximos a 100% também são prejudiciais, portanto o aceitável é que a umidade permaneça em uma faixa entre 60 a 80%.
     Mas, o que é exatamente a umidade relativa do ar? Trata-se da quantidade de vapor d’água existente na atmosfera. Seu valor é expresso em relação ao ponto de saturação (a quantidade máxima de água que pode evaporar) podendo ser expressa em de maneira absoluta (em g/m3) ou relativa (em porcentagem). Quando se diz que a umidade do ar está a 75%, significa que 75% da capacidade de um volume predeterminado de ar reter vapor de água foi atingido.
     A umidade do ar pode ser determinada por dois aparelhos: o psicrômetro (que calcula a taxa de evaporação da água) e o higrômetro (que mede a quantidade de água no ar). Os fatores envolvidos na variação da umidade do ar são a temperatura, proximidade a corpos de água (rios, lagos, mares, represas), cobertura vegetal, edificações, altitude, entre outros.
     A baixa umidade afeta diretamente as condições de vários sistemas do organismo. Os problemas mais evidentes se dão no aparelho respiratório. O ressecamento da mucosa do nariz é bastante comum. Quando isso ocorre, as partículas em suspensão no ar não são filtradas eficientemente, prosseguindo dessa forma para dentro do aparelho respiratório, o que pode causar mais complicações. Assim, pode surgir a rinite (inflamação da mucosa do nariz) e mesmo faringites e pequenos sangramentos pelo nariz.
     Os olhos também estão sujeitos ao ressecamento, que além do desconforto, pode em casos extremos expor a córnea a maior risco de lesões. A pele de mãos, pés e cotovelos são especialmente suscetíveis ao ressecamento. Além disso, a baixa umidade contribui para a elevação da quantidade de partículas em suspensão no ar, causando sérios quadros alérgicos e complicando a situação de pacientes com asma.
     O uso de vaporizadores é uma medida para melhorar a qualidade do ar nos ambientes, mas medidas artesanais, como baldes com água e toalhas molhadas espalhados pela casa tem efeito equivalente. O uso de soro fisiológico nos olhos e narinas ajuda a prevenir incômodos devido o ressecamento. Devem-se evitar exercícios físicos durante as horas mais quentes do dia e sempre que possível evitar aglomerações em ambientes fechados. E sempre consumir bastante líquido; a alta temperatura e a baixa umidade podem levar à desidratação com muita facilidade.


FONTES

http://www.brasilescola.com/geografia/umidade-ar.htm 

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2014/09/09/baixa-umidade-do-ar-deixa-sao-paulo-em-estado-de-atencao.htm 

http://www.cgesp.org/v3/umidade-relativa-do-ar.jsp 

http://sbdpi.org.br/video-entrevista-cuidados-com-a-baixa-umidade/

Nenhum comentário:

Postar um comentário